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| Tchim-tchim, Mr. Clooney |
sexta-feira, 30 de maio de 2014
tchim-tchim
Não é coisa que alguma vez me tenha passado pela cabeça: pintar o cabelo. Na verdade, ir ao cabeleireiro nunca foi das minhas atividades preferidas e, não raras vezes, em tempos idos, optei eu própria por dar umas tesouradas mais ou menos certeiras na cabeleira. Mas o dia chegou em que as brancas já eram demasiadas para não reparar. Devagar devagarinho lá fui aceitando a ideia de que mais tarde ou mais cedo teria que me decidir a dar um jeito nisto. E assim foi. A medo, muito a medo, escolhi com a ajuda da cabeleireira, a amostra de cabelo cuja cor se parecia mais com a minha. Como sei que as inglesas se perdem por um belo cabelo rosa-choque, azul ou vermelho fósforo, estava um tanto ou quanto receosa que o conceito inglês de uma cor de cabelo discreta fosse ligeiramente diferente do português. Felizmente estava enganada, as minhas preces foram ouvidas. A coisa não correu assim tão mal como isso e ali sentada inaugurei uma nova fase da vida. De uma forma simbólica, mas inaugurei. Ainda por cima, pelo caminho, fiquei a saber que o George Clooney está noivo e que o Príncipe Harry deixou de estar. As coisas que uma pessoa aprende na tarde em que decide que agora é que é.
domingo, 18 de maio de 2014
Todo o percurso é feito numa sucessão de duas etapas: as subidas e as descidas. As descidas não saberiam ao mesmo se não fossem as subidas e não aguentaria as subidas se não fossem intervaladas com descidas. Esta ideia fica incrivelmente nítida na minha mente e transforma-se num jogo psicológico difícil, num diálogo interno constante ao ritmo dos passos e da música. A visão de uma subida que se avizinha requer o esforço de antever a descida que se segue e agarrar-me a isso para aguentar. Os meus pés fervem, incomoda-me tudo, até o cabelo a baloiçar a partir do elástico. Procuro desesperadamente a música milagrosa, a minha power song, mas há dias em que nem isso resulta.
O pior na corrida são os dias quentes. Mesmo de manhã, depois dos primeiros dez minutos, já tenho a sensação de que estão 40 graus. Venham mil manhãs geladas e escorregadias no pico do Inverno que eu troco por uma destas manhãs infernais.
O pior na corrida são os dias quentes. Mesmo de manhã, depois dos primeiros dez minutos, já tenho a sensação de que estão 40 graus. Venham mil manhãs geladas e escorregadias no pico do Inverno que eu troco por uma destas manhãs infernais.
sábado, 17 de maio de 2014
Lincoln, essa bela localidade
Os guias American Express nunca falham. Parámos na página que falava sobre Lincoln, lemos na diagonal, olhámos para as imagens, a catedral prometia. Estava decidido. Lincoln seria.
Metemo-nos no carro naquele que foi provavelmente o dia mais chuvoso desde que aqui chegámos. Um temporal e 90 milhas separavam-nos de Lincoln, mas estávamos decididos a pôr os olhos naquela que foi em tempos a quarta cidade mais importante de Inglaterra e que, ao contrário das planícies a que estamos habituados, "ergue-se de forma imponente numa falésia sobre o rio Witham".
Para além de não falharem, os guias também não mentem: É ainda ao longe, na parte final da viagem, que se começa a ver Lincoln - a falésia, as torres da catedral e o moinho. É uma imagem pouco comum nas Midlands, uma montanha no meio das planícies. Ao começar a subida a pé para a catedral imediatamente nos vem à memória Sintra e o batizado é feito logo ali: para nós, esta é uma espécie de Sintra inglesa.
Para quem esteja a pensar em visitar Lincoln, aqui ficam dois conselhos. Deixem a visita para o próximo ano, porque terão a sorte de usufruir do castelo depois da enorme recuperação que estão agora a fazer. Se o preço se mantiver, a entrada continuará a custar apenas £2. Para além disso, assegurem-se de que não vão no mesmo dia em que acontece o Grande Prémio de Ciclismo da zona. Não é que não seja entusiasmante ver a prova ao vivo, mas tenho a sensação de que a cidade ganha em ser visitada num dia mais calmo.
Rompendo entre os magotes, chegámos finalmente à catedral. Seja em que parte do mundo for, a entrada numa catedral há de ser sempre acompanhada de um misto de alívio e bem-estar. Por dentro, surpreendeu-me mais o tamanho do que a beleza, mas o coro é de uma grandiosidade que não esperava. A entrada é grátis ao domingo.
No final, descobrimos onde melhor apreciar a vista a partir de Lincoln e o sol juntou-se por momentos à festa. Voltámos já debaixo de chuva, com Leamington e o aconchego de um final de domingo à nossa espera.
Metemo-nos no carro naquele que foi provavelmente o dia mais chuvoso desde que aqui chegámos. Um temporal e 90 milhas separavam-nos de Lincoln, mas estávamos decididos a pôr os olhos naquela que foi em tempos a quarta cidade mais importante de Inglaterra e que, ao contrário das planícies a que estamos habituados, "ergue-se de forma imponente numa falésia sobre o rio Witham".
Para além de não falharem, os guias também não mentem: É ainda ao longe, na parte final da viagem, que se começa a ver Lincoln - a falésia, as torres da catedral e o moinho. É uma imagem pouco comum nas Midlands, uma montanha no meio das planícies. Ao começar a subida a pé para a catedral imediatamente nos vem à memória Sintra e o batizado é feito logo ali: para nós, esta é uma espécie de Sintra inglesa.
Para quem esteja a pensar em visitar Lincoln, aqui ficam dois conselhos. Deixem a visita para o próximo ano, porque terão a sorte de usufruir do castelo depois da enorme recuperação que estão agora a fazer. Se o preço se mantiver, a entrada continuará a custar apenas £2. Para além disso, assegurem-se de que não vão no mesmo dia em que acontece o Grande Prémio de Ciclismo da zona. Não é que não seja entusiasmante ver a prova ao vivo, mas tenho a sensação de que a cidade ganha em ser visitada num dia mais calmo.
Rompendo entre os magotes, chegámos finalmente à catedral. Seja em que parte do mundo for, a entrada numa catedral há de ser sempre acompanhada de um misto de alívio e bem-estar. Por dentro, surpreendeu-me mais o tamanho do que a beleza, mas o coro é de uma grandiosidade que não esperava. A entrada é grátis ao domingo.
quinta-feira, 8 de maio de 2014
gogglebox e uma pergunta
Como é que um programa de televisão sobre pessoas a ver televisão, nos faz rir e chorar?
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