terça-feira, 24 de março de 2015
segunda-feira, 23 de março de 2015
Questões existenciais
Pergunta a filosofia: Se uma árvore cair na floresta e ninguém ouvir, será que faz barulho na mesma? Pergunto eu: Se formos jantar fora ou de férias e não pusermos fotos no facebook, será que aconteceu mesmo?
quinta-feira, 19 de março de 2015
Os eternos insatisfeitos
Dizem que a eterna instatisfação nos faz evoluir. Não tenho a certeza, gostava de estar mais satisfeita, pelo menos por breves momentos. Passou-me isto pela cabeça depois de uma corrida particularmente frustrante, em que não fiz mais de 8kms e de uma lembrança fugaz de uma mensagem triunfante enviada ao A., há anos, a anunciar que tinha conseguido correr 3kms. Ao som da minha respiração, que nunca tinha ouvido enquanto corro, e que ouvi hoje graças à decrépita bateria do meu não menos decrépito mp3, refleti sobre isto, sobre sermos eternos insatisfeitos. Ao som das minhas passadas das 6 da manhã, recusei um desafio para correr uma meia maratona em outubro e encolhi-me no conforto da inscrição nos 10kms. Desdobrei-me em esforços para justificar esta minha cobardia, que me arrancará, não para sempre, espero, o triunfo de cortar a meta dos 21kms com uma amiga. Talvez 10 kms seja mesmo para meninos e talvez eu seja isso, uma menina. E da pequenez desta meninice, surge, com uma cruel clareza, a certeza de que pior do que sermos eternos insatisfeitos é nada conseguirmos fazer para o mudar.
quarta-feira, 18 de março de 2015
Posts em draft desde o Natal
Todos sentados de acordo com a idade: dos pequeninos da nursery, até aos mais velhos do Year 6. A escola toda no salão, pernas à chinês, de uniforme aprumado, compenetrados: era a música favorita de todos. A introdução no piano da "Love shone down" antecipa um mar de vozes, pequeninas e grandes, com a letra na ponta da língua. Naquele minuto, aquela música também passou a ser a minha favorita.
De repente, podia ser Natal outra vez e eu não me importava.
De repente, podia ser Natal outra vez e eu não me importava.
quinta-feira, 12 de março de 2015
O The Independet, hoje, a citar Nigel Farage:
“I would argue that the law does need changing, and that if an employer wishes to choose, or you can use the word ‘discriminate’ if you want to, but wishes to choose to employ a British-born person, they should be allowed to do so,” he said. “I think you should be able to choose on the basis of nationality, yes. I do.” Asked specifically if Ukip would retain laws against discrimination on the grounds of race or colour, he replied: “No, because … we as a party are colour-blind.”
Este Nigel Farage é uma panela de pressão prestes a explodir. Ele simplesmente não consegue disfarçar o que nem sequer é disfarçável: o tipo é um racista, é-lhe intrínseco. Ofereçam-lhe mais dois pints, ou umas belas copaças de vinho a ver se ele se deixa de eufemismos e admite finalmente aquilo que é. Depois perguntem-lhe o que era o país dele caso só tivesse British-born workers.
“I would argue that the law does need changing, and that if an employer wishes to choose, or you can use the word ‘discriminate’ if you want to, but wishes to choose to employ a British-born person, they should be allowed to do so,” he said. “I think you should be able to choose on the basis of nationality, yes. I do.” Asked specifically if Ukip would retain laws against discrimination on the grounds of race or colour, he replied: “No, because … we as a party are colour-blind.”
Este Nigel Farage é uma panela de pressão prestes a explodir. Ele simplesmente não consegue disfarçar o que nem sequer é disfarçável: o tipo é um racista, é-lhe intrínseco. Ofereçam-lhe mais dois pints, ou umas belas copaças de vinho a ver se ele se deixa de eufemismos e admite finalmente aquilo que é. Depois perguntem-lhe o que era o país dele caso só tivesse British-born workers.
terça-feira, 10 de março de 2015
Britishness
Em manhã de gelo, vestir o casaco Barbour e a boina verde tropa e sair para passear o Galgo. Não sem antes o equipar com pantufas próprias para canídeos e uma proteção impermeável no lombo, não vá o bicho ficar cheio de geada.
segunda-feira, 9 de março de 2015
Serão os sonhos uma metáfora da vida?
Sonhei com mapas. Havia mapas por todo o lado, mapas de várias espécies, desdobráveis, não desdobráveis, digitais e em papel. Eu abria-os a todos, não sei à procura de quê.
sábado, 7 de março de 2015
"One aspect that I have gained from running
in the past 22 years that has most pleased me is that
it has helped me develop respect about my own physical being."
Haruki Murakami, em entrevista à Runner's World
Sábado de sol, vento e o joelho aparentemente curado. Saí de casa para correr na rua, que alegria poder trocar a passadeira e o ar viciado do ginásio por ar fresco e sol a bater na cara. Mente limpa, energia renovada e endorfinas aos quilos, era mesmo disto que estava a precisar. E finalmente poder dar o devido uso às minhas (ainda) novas Mizuno, prenda de aniversário do ano passado. Que alegria voltar a correr pela cidade, ir a sítios onde só vou quando corro, redescobrir um álbum antigo dos Skunk Anansie e perceber que nunca me tinha passado pela cabeça como é bom para correr. Há um blog que sigo chamado Corro, logo existo. É isso, corro, logo existo.
quinta-feira, 5 de março de 2015
Com o passar do tempo, a espontaneidade envolvida nisto de escrever num blog vai aumentando e deixa-se para trás uma certa artificialidade do início. Mesmo antes de escrevermos o primeiro post, somos obrigados a dar um nome ao blog, logo ali a frio e mesmo sem saber muito bem para que é que criámos o blog. E The Cellar Door era uma expressão cuja sonoridade eu sabia ter sido considerada a mais bonita da língua inglesa. Reza a wikipédia: " (...) the English compound noun cellar door has been cited variously as an example of a word or phrase which is beautiful purely in terms of its sound (...) It has been variously presented either as merely one beautiful instance of many, or as the most beautiful in the English language." Pois bem, lá bonita é, mas fui-me apercebendo que pouco ou nada tem a ver com aquilo em que o blog se foi transformando, coisa que, como é natural, eu não sabia no início. Depois, comecei a questionar o porquê de ter um blog com um nome inglês quando todos os posts, sem exceção, são escritos em português. Por estas e por outras, decidi mudar-lhe o nome. E assim decidirei sempre que achar que o título deixou de ser adequado ao conteúdo que para aqui vou escrevendo. Posto isto, bem-vindos à Gazeta Inglesa. Façam bom proveito.
quarta-feira, 4 de março de 2015
Não é bem...
Ainda bem que ontem me perguntaram se Portugal fica na América do Norte. Só para quebrar um bocado o tédio da rotina diária. Portugal não fica na Améria do Norte e, espante-se, também não está sempre sol. E em algumas zonas neva. E há vida para além do Algarve. Uou.
terça-feira, 3 de março de 2015
Das compras online
Aparentemente, também responde pelo nome de shoe rack. Mas eu queria uma sapateira. Para guardar sapatos. Não um sapato. Para guardar vinho.
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