Metemo-nos no carro naquele que foi provavelmente o dia mais chuvoso desde que aqui chegámos. Um temporal e 90 milhas separavam-nos de Lincoln, mas estávamos decididos a pôr os olhos naquela que foi em tempos a quarta cidade mais importante de Inglaterra e que, ao contrário das planícies a que estamos habituados, "ergue-se de forma imponente numa falésia sobre o rio Witham".
Para além de não falharem, os guias também não mentem: É ainda ao longe, na parte final da viagem, que se começa a ver Lincoln - a falésia, as torres da catedral e o moinho. É uma imagem pouco comum nas Midlands, uma montanha no meio das planícies. Ao começar a subida a pé para a catedral imediatamente nos vem à memória Sintra e o batizado é feito logo ali: para nós, esta é uma espécie de Sintra inglesa.
Para quem esteja a pensar em visitar Lincoln, aqui ficam dois conselhos. Deixem a visita para o próximo ano, porque terão a sorte de usufruir do castelo depois da enorme recuperação que estão agora a fazer. Se o preço se mantiver, a entrada continuará a custar apenas £2. Para além disso, assegurem-se de que não vão no mesmo dia em que acontece o Grande Prémio de Ciclismo da zona. Não é que não seja entusiasmante ver a prova ao vivo, mas tenho a sensação de que a cidade ganha em ser visitada num dia mais calmo.
Rompendo entre os magotes, chegámos finalmente à catedral. Seja em que parte do mundo for, a entrada numa catedral há de ser sempre acompanhada de um misto de alívio e bem-estar. Por dentro, surpreendeu-me mais o tamanho do que a beleza, mas o coro é de uma grandiosidade que não esperava. A entrada é grátis ao domingo.
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