Um bom refúgio foi o The Beatles Story. Bastante detalhado, entra na história dos Beatles ao pormenor e até tem um yellow submarine para tirar fotos. Valeu na parte final, cansada que estava de andar a tarde toda, disse ao A. que ia sentar-me por ali uns minutos enquanto ele explorava aquela parte. Calharam-me umas almofadas numa pequena sala dedicada ao John Lennon, onde passava um documentário sobre ele. Ali fiquei, a repôr energias, ora olhando para o mapa de Liverpool que trazia comigo, ora olhando um bocado embasbacada para os óculos que o John Lennon usou enquanto compunha a Imagine. De todo o museu, aquilo foi o que mais me impressionou. Como é possível não tornarem aqueles óculos na imagem de marca do museu? Ele usou-os, são os originais, e com eles compôs a Imagine. E estão ali, meios a um canto.
| O Queen Mary 2, ao entardecer em Liverpool |
| Vista das docas de Liverpool, a partir de uma das salas do Tate |
Decidimos estender a viagem de regresso e atravessar a Snowdonia, parque nacional no norte de Gales. Escolha acertadíssima, de repente parecia que tínhamos voltado à Escócia, a atravessar estradas no meio de montanhas, com aqueles céus pesados, quase apocalíticos. Antes, parámos para almoçar em Colwyn Bay, terra costeira já em Gales. Achámos a terra ligeiramente deprimente, mas até se descobre um certo conforto nestas coisas: enquanto chove torrencialmente, apreciar uma cottage pie, de frente para o Irish sea. Acho que começo a gostar disto. Até já anseio pelo Inverno.

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