Já não consigo ler textos lamechas sobre emigração. Porque o emigrante é o herói, esse jovem sem emprego, coitadinho, é que foi o corajoso e não essa cambada de medricas que ficou em Portugal. O jovem licenciado, que abandona a pátria que há muito o havia abandonado. A pátria que o expulsou. E ele, pequenino mas valente, lá se lançou à conquista desse mundo e de uma vida melhor, sujeito a abusos, a dificuldades. Já se sabe que infelizmente isto não deixa muitas vezes de ser verdade, mas poupem-me. Poupem-me principalmente os emigrantes que, sem motivos para tal, vestem esta pele todos os dias e enchem o meu mural do facebook de queixumes e citações. Eles decidiram assim: os heróis são eles.
Por essas e por outras é que me soube tão bem ler este texto no P3, que, sem dizer nada de especial, descomplica a coisa e funciona como uma lufada de ar fresco. Esta coisa da emigração é, acima de tudo, um bocado chata.
Concordo totalmente. Haja saco mesmo pra tanta lamechice.
ResponderEliminarComo meu pai costuma dizer, não há povo tão dramático quanto os portugueses.
Apesar de ser metade portuguesa, nesse aspecto me sinto fria como os Alpes.
Tudo é motivo para um fado. lol
Eheh, "fria como os Alpes"!
EliminarA verdade é que é mesmo pieguice... não há paciência.