Foi no Verão passado com a boca cheia de croquetes que o vi passar lá em baixo. Eu no restaurante, ele mão no bolso a caminho do concerto. Só por causa de uns croquetes, demasiado bons, da falta de jeito para dizer alguma coisa, da ausência de um CD que pudesse autografar, ali fiquei. Faltou-me o impulso para lhe dar os parabéns, dizer que sei as letras todas de trás para a frente, que continue assim, que vai muito bem. Porque estas coisas devem dizer-se, assim de chofre, sem pensar muito. Agora é a única coisa que ouço no carro, o mesmo CD há meses, à espera da próxima oportunidade de o ver.
| António Zambujo |
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