sexta-feira, 15 de maio de 2015

É já para a semana

É um grau de felicidade tão grande que se torna inexplicável. Não no sentido de não ser possível explicar a sua origem, mas antes por ser difícil transpô-lo para palavras. Pouco mais de duas horas e meia de viagem servem para que haja em mim a maior amplitude de felicidade imaginável. Agora há só um caminho: ir em frente, continuar em frente, deixar o avião para trás e aquele sentimento miserável do aeroporto de cá. Caminhar seguindo as placas: Saída, primeiro em português, só depois em inglês. Varrer as caras anónimas que esperam os passageiros recém-chegados e encontrar o conforto dos meus pais, a minha mãe a acenar, os dois a sorrir. Eu sorrio, mas é uma contenção. Pudesse eu e dava piruetas de alegria ou trazia atrás de mim uma fanfarra.

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