quarta-feira, 13 de maio de 2015

Isto é para lá de hipster.





Que nem dois macacos de imitação fomos a correr comprar uma máquina analógica assim que o meu irmão apareceu aqui com uma na Páscoa. Pesquisámos algum tempo e o assunto até estava mais ou menos adormecido até ao dia em que, ao regressar de uma breve visita a Cheltenham, decidimos entrar numa car boot sale às portas da cidade. Até nem íamos em busca da máquina em particular, estávamos só curiosos com um ajuntamento tão grande de carros e pessoas e decidimos espreitar. Estacionámos onde encontrámos lugar e lá fomos na enxurrada, até chegar à entrada improvisada, onde nos cobraram 20p, quantia mais do que modesta pelo que a feira prometia. O nome car boot sale é literal, a feira consiste numa quantidade enorme de carros estacionados, muitas vezes com a boot aberta, em que vendedores solitários ou acompanhados vendem o possível e o imaginário. Podem ir à car boot sale se precisarem de coisas tão variadas como papel higiénico, plantas para o pátio, legumes para o jantar, brinquedos para os miúdos, serviços de chá e todo o tipo de loiças, equipamento para a caça, peças para motores de motas e automóveis, e por aí adiante. Tudo ao preço da chuva. E nós para lá andávamos, embrenhados, de olhos postos em tudo o que nos aparecia à frente. Sem nada comprado, avistámos uma banca que vendia de tudo, incluido material fotográfico. Quando nos aproximámos vimos uma Praktica, que já tínhamos ponderado como possível compra durante a nossa investida na Internet em busca de máquinas analógicas. Depois de receber ordens da mãe, o pré-adolescente que parecia responsável pela venda, vem ter connosco e assegura-nos que a máquina funciona bem, só falta uma pilha. São 5 libras. Ficámos surpreendidos, mesmo que não funcione, por 5 libras, já cá canta. Trouxemo-la contentes, como quem traz uma relíquia ou um pedaço de história. De onde viria? A quem teria pertencido?

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