sexta-feira, 1 de maio de 2015

Pilates will kill ya

Dissemos "bom dia" ao entrar na sala e ninguém respondeu. Agora olhando para trás, desconfio que já estava tudo em modo meditação. Esticámos os tapetes e ali ficámos, de meias, à espera do próximo passo. O professor reconhece as caras novas e vem ter connosco, diz-nos que aquela é uma aula puramente verbal: Ele debita e nós fazemos. Sorte a minha, não sei nada sobre Pilates e agora vou ter de interpretar tudo o que ele vai dizendo, sem direito a demonstração. Ao observar a sala, desconfio que os meus colegas já são veteranos e, como novata prestes a experimentar uma aula de Pilates puramente verbal, sinto uma mistura de pânico contido com o típico sentimento de quem nunca experimentou mas se acha francamente superior a esta espécie de conjunto de alongamentos zen a meia luz. Tento acompanhar a conversa do professor, mas não conheço nenhuma das posições de que fala. Vou tentanto copiar o que meus companheiros estão a fazer e fico surpreendida com a dificuldade dos movimentos e com a força envolvida. Afinal isto parece que tem a ver com tonificação e aumento da força de alguns músculos. Acabo a aula e o professor vem ver que tal: digo-lhe que achei mais difícil do que imaginava e ele faz aquele ar de quem está habituado a pessoas que acham que Pilates é para meninos, mas depois descobrem que afinal não é nada.


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